Somos duas garotas loucas (Ana Luíza e Maria Tereza) que criamos o tumblr para fazer textos, divulgar fotos, dar conselhos, te tirar do tédio. Somos bastantes extrovertidas, simples e encantadas. Buscamos expressar nossos sentimentos assim como todos os outros. Espero que gostem :) OBS: Tumblr é um local para as pessoas expressar seus sentimentos, não para ser avaliados e jugaldos. (nossos tumblrs estam no recomendo)
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Capítulo V 

Capítulo V -> A Carta.
Senti o ônibus parar, então acordei, já tínhamos chegado ao estacionamento da escola, onde estava o carro, descemos, avistei Ana e fui me despedir dela:
- Foi ótimo… Se quiser ir lá pra casa depois. - Falei a ela.
- Foi bom sim, e qualquer dia desses eu estarei lá. – Sorriu ela.
- Claro, tchau, beijos.
- Tchau.
Andei ate o carro, e entrei, fui no banco de trás para ir dormindo, e deixei Peter e Henry conversando. Boris estava na janela, então encostei a cabeça no lado da porta em que eu estava e dormir.
Acordei com Boris latindo, o carro já havia parado e ele queria descer, abri a porta e desci junto com ele, peguei minhas coisas e entramos para casa. Estava subindo, passando em frente ao quarto de Peter, ele me puxou pra dentro e fechou a porta.
- Enfim em casa. – Disse ele um pouco antes de me beijar.
- É, acho que eu vou tomar um banho e ir dormir. – Dei-lhe um selinho.
Ele desceu sua boca ate meu pescoço e o beijou, dizendo em meio a beijo:
- Vai lá, e volta.
- Ta.
Entrei no chuveiro e fiquei por lá, a água caia em minhas costas me deixando relaxada. Comecei a pensar na vida, em tudo, senti saudades de meus pais, mas consegui controlar as lagrimas, estava ficando boa nisso. Peguei minha toalha e me enrolei nela, fui ao meu quarto e vesti um moletom, o tempo estava frio, observei minha cama me convidando a deitar, mas lembrei de Peter. Peguei meu travesseiro e fui para o quarto dele.
Bati na porta e entrei, ele estava no computador.
- Oi… – Falei
- Oi,você demorou, estava com saudades. – Veio ele me abraçando, me entreguei ao seu abraço, e quase dormi nele.
- Dormiu? – Perguntou ele curioso,
- Quase. – respondi.
Ele foi me guiando até a cama dele, e eu deitei com ele do lado, foi apenas o prazo de eu encostar a cabeça em seu braço eu dormi.
Acordei com a voz de Henry:
- Casais melosos, estão dez minutos atrasado, da pra acelerar o passo ai e parar com agarração, por favor? Já estou ficando enjoado disso. – O retrucou.
- Cala boca, e vai arranjar uma namorada. – Criticou Peter.
- Você já esta com a melhor garota – Pirraçou Henry.
- Sorte a minha azar o seu – Defendeu Peter.
- Vocês são piores que garotas, parem de briga e vamos. – Levantei da cama cambaleando em direção a porta, ate sentir um travesseiro na minha cabeça.
- Esqueceu o travesseiro, e era pra pegar em Henry. – Falou Peter.
Revirei os olhos e passei por Henry, e vendo pelo campo e visão ele entrando no quarto e começando uma “lutinha” com o irmão.
Não tomei o café direito, comi apenas uma barra de cereal e corri para o carro, ainda com sono. Chegamos à escola e Ana parecia estar pulando, sai do carro em direção a ela.
- Ta tudo bem? – Perguntei analisando-a
- Não, você esta atrasada e vai perder uma prova! – Gritou ela
- Hoje tem prova? – Comecei a desesperar.
-Lógico! Você não sabia?
- Não, quem dá uma prova depois de um passeio?
- Esse professor, agora anda!
Dei tchau pra Peter e fui correndo pra sala, sentei em minha carteira e professor me entregou a prova, por sorte eu sabia sobre a matéria, já tinha estudado isso, fiz a prova facilmente.
Passaram-se três aulas e já era o intervalo, fomos para uma mesa, e todos começaram a conversar, menos eu, estava sem assunto. Sentia olhares em mim, um era de Peter, como sempre preocupada, da Carly, com um olhar sarcástico e do garoto novo, ele era estranho, me olhava como se queria algo de mim, desviei o meu olhar do dele e encarei a minha comida intocável.
 O sinal bateu e voltamos para salas, duas aulas se passaram em um piscar de olhos, cheguei à sala de minha ultima aula, e tinha uma carta em meus materiais. A abri e estava escrito:
 
Olá querida Alice,
  É realmente Peter é tudo aquilo que pensei e muito mais, aquele seu corpo de um deus grego, aquela boca macia, e aquelas grandes mãos, que passaram por minha nuca e depois pela a minha cintura. É querida, como sou muito magnânima, estou apenas te deixando informada, do que seu namorado faz. Bom agora não sei mais, se ele será o seu namorado. 
 Carly.
No envelope continha o papel da carta e uma foto, comprovando tudo que ela descreveu. Perdi o chão, perdi a razão, perdi o animo de existir. Sai pela porta da sala, sem nada dizer a Ana, não passei pela a secretária para informar que estava indo embora, apenas sai em direção à estrada, pronta para enfrentar 5 km na chuva. Não consegui segurar o choro, passavam-se carros e buzinavam, jogando toda lama e mim, e ainda por cima riam da minha desgraça. 
Tinha um carro parado no acostamento, eu não tinha andando muito, mas eu sabia que já tinha visto aquele carro em algum lugar, era a única coisa em que tinha certeza naquele momento, mas ignorei o motorista, passei sem nem olhar quem era o dono do carro, quando já havia dado uns 10 passos a frente do carro, escuto:
- Psiu, psiu. Ei você.
Virei às costas desanimadamente. E então ele disse:
 - Quer uma carona, a chuva não parece estar quente, e acho que sua casa não está por perto. Sei que você não me conhece, mas eu sou do seu colégio, entrei lá recentemente… Mas quer uma carona?
 Ele era o garoto que me encarou todo o intervalo. Não pensei em nada, não disse nada, apenas dei meia volta e entrei no carro. Ele me olhou e deve ter pensado: “Que diabos aconteceu para essa menina estar andando na chuva”, ignorei o seu olhar e disse numa voz rouca:
- Obrigada! 
- Não há de quer. Onde fica a sua casa?
- Rua 85 número 15. Sabe onde fica?
- Sei sim.  Bom, posso te perguntar o que aconteceu para você estar andando na chuva?
- Estava cansada da aula, e então resolvi ir embora. 
- Ninguém fica tão cansado da aula, a ponto de enfrentar uma chuva dessas. 
- Por que você não está na aula então?
- O professor faltou. 
- Ah ta. 
- Bom, eu acho que ainda não me apresentei, meu nome é Zack. 
- Prazer. 
- Não vai me dizer seu nome?
- Um dia você descobre. 
- Ah ta. Você não quer parar para lanchar? Parece estar faminta, e você nem comeu no recreio. 
- Como você sabe? Ah você é o garoto que me encarou todo intervalo, acabei de lembrar – menti. 
- Er, sou eu. – disse ele com uma voz tímida. 
- Podemos sim ir comer. 
- Aonde você quer ir?
- No papala’s. – senti meu celular vibrar, era Peter, mas não queria falar com ele, então ignorei. – É logo ali. 
- Sei. – já virando a esquina. A chuva tinha afinado, ele estacionou o carro e abriu a porta para mim.
- Obrigada. 
A lanchonete estava vazia, fiz meu pedido, ele não quis pedir apenas ficou me olhando comer, e olhava para o meu celular que não parava de tocar e disse:
- Bom, parece que tem alguém que está atrás de você e você não quer atender. Por isso que foi embora mais cedo? – perguntou ele, me pareceu curioso. Mas eu não queria falar disso, apenas continuei a comer.
- Ta bom. – ele disse com vergonha – Se não quer conversar sobre isso, não iremos conversar. 
Terminei meu lanche, paguei e fomos embora. Ele estava virando a esquina de casa, quando eu disse:
- Desculpa ter te tratado assim hoje, é que aconteceram alguns problemas e não quero falar sobre isso. – engoli a seco. – Mas amanhã será um dia melhor, se quiser tentar falar comigo, não prometo que estarei normal – disse eu sorrindo falso.
- Claro, eu irei tentar. – disse ele parando o carro e olhando para mim – Você estará melhor, tenho certeza. 
- Tomara. – disse afirmando com a cabeça.
- Como é seu nome?
- Amanhã te conto. – disse eu dando um beijo em seu rosto, em forma de agradecimento e sai do carro.
Não tinha percebido, mas Peter estava na varanda, com um olhar sereno encarando a Zack. Eu fiz questão de ir ao lado da porta de Zack e dizer:
- Até amanhã, e obrigada pela a carona.
Ele apenas riu e ligou o carro. Olhei para Peter na varanda, respirei fundo e comecei a andar. Passando por ele, não disse nada apenas o ignorei e entrei para casa, escutei seus passos por trás de mim e caminhei mais rápido até meu quarto, sabia que ele insistiria em saber por que eu estava agindo daquela forma, então entrei no banheiro e tranquei a porta. Fiquei em silêncio e apenas o escutei batendo na porta do quarto e sentando-se na cama. 


Posted on December/1/2011 with 3 notes
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Capítulo IV 

Capítulo IV -> A trilha

    Estava frio e chovendo, o dia estava nublado, era como se o céu estivesse manchado de alguma coisa escura e sombria, não gosto de dias assim, e para piorar a situação, iríamos de carro para o acampamento. Era 5h00min da madrugada, não consegui dormir bem a noite inteira, com os pensamentos do que eu disse a Peter e do que Ana me disse na cabeça. Acordei no meio da noite e fui tomar um pouco de água, o chão estava gelado, e espirrei, por coincidência notei que a porta do quarto de Peter estava aberta, não consegui evitar, entrei. Ele dormia como um anjo, seu cabelo estava bagunçado e ele parecia estar sem camisa, era magnífico, como sempre. Caminhei ate a sua cama e dei-lhe um beijo no rosto. Pensei o ter visto abrir os olhos, mas acho que foi só impressão minha, eu acho.
     Voltei para o quarto, já sem sono, terminei de arrumar minhas coisas e fui para a sala. Liguei a TV e comecei a ver um filme romântico, não percebi o tempo passar. De repente ouvi um barulho no segundo andar, subi correndo para ver quem havia acordado, Boris veio junto comigo. Era a Ana, já havia acordado, e também já havia arrumado suas coisas. Arrumei as coisas de Boris para levá-lo conosco, afinal ele e o cão da família, e o cão e o melhor amigo do homem, por que não poderia ser das mulheres também? Todos nos descemos e fomos para o carro, Ana e Henry estavam muito animados, cheios de piadas engraçadas. Mas o clima entre eu e Peter não estava muito bom.
    Chegando ao colégio, Henry e Ana saíram do carro num piscar de olhos, quando dei por mim estávamos somente eu e Peter no carro, me desesperei, sabia que haveria outra conversa. Assim que conclui meu pensamento ele começou
   -Não vou desistir de você, eu vou te esperar. Eu prometi que nunca te abandonaria.
   -E por isso que eu gosto de você. - Ele me deu a mão e fomos à direção ao ônibus. Cruzamos-nos com a “amiguinha“ do Peter, que não gostou nada de nos ver assim, ficava me encarando com uma cara feia, como quem estava com dor de barriga ou algo assim. Passou por nos separando nossas mãos entrelaçadas e disse:
   -Oi meu amor!
Peter praticamente a ignorou
   -Agora não Carly, tchau. -Falou Peter
    
    Todos entraram no ônibus e partimos. A chuva diminuiu, me deixando mais calma, Peter percebeu minha aflição antes e a todo o momento me acariciava dizendo que estava tudo bem, e sim, realmente estava tudo bem. A viagem foi curta
    Descemos do ônibus e fomos ate a trilha, tinha muita lama e isso não era bom, ainda mais eu, que sou desajeitada e acabei ficando mais lenta que o normal.
   -Você vai precisar ter paciencia comigo por causa da lama. - Falei meio desajeitada. -Peter começou a gargalhar e disse:
   -Quero ver no que vai dar!- Disse entre um riso e outro.
   -Não tem graça! - Disse eu o beliscando
   -Olha que eu te derrubo
   -Você não tem coragem!- Assim que disse isso, ele passou a perna na minha frente, segurou meu braço e me jogou pra frente, mas me segurou pela cintura.
   -Ainda duvida?-Perguntou ele rindo de mim.
   -Não. - Respondi virando o rosto. Assim que virei o rosto, ele me levantou e me beijou de surpresa, porem foi um beijo muito intenso. Comecei a escutar murmúrios dos alunos, logo pensei “Ótimo era tudo o que eu precisava“. Quando acabou o beijo eu disse obrigada, revirando os olhos
   -Não a de que, precisando… - Zombou ele
    Dei um tapa no braço dele e começamos a andar. Na entrada da trilha, já comecei caindo, era de se esperar
  -Odeio mato. - Sussurrei para mim mesma.
  -Irônico não?- O comentou.
  -Fica quieto!
   Ana estava na minha frente com Ben, eles pareciam estar se divertindo tanto com ele, notei certo afeto entre eles, envergonhada comecei a olhar o chão, não poderia me permitir olhar tanto um casal, alem de “invadir“ a privacidade de ambos, aquilo me incomodava.
   Depois de algum tempo de caminhada, muitos tombos e machucados, chegamos a campina. Era lindo, bem verde, como se fosse tirada de um filme, Peter me puxou para arrumar as barracas, pra mim ia ser estranho dormir na mesma barraca que ele, mas ele era meu parceiro, eu precisava fazê-lo.
   -Pega aquela vareta pra mim, por favor?- Pediu ele.
   -Toma. -Disse eu entregando-a a ele. Assim que o entreguei, ele me deu um beijo e disse:
   -Sua recompensa. - Depois deu um sorriso bobo e meio desajeitado
   Um dos instrutores o chamou, então fiquei sozinha, Ana estava montando sua barraca logo ao meu lado, como não tinha nada pra fazer, fui terminar de arrumar a minha barraca, por mais que eu não goste, e uma atividade que me era familiar, sabia fazê-lo muito bem, sempre o fazia com meu pai, e isso começou a me trazer lembranças, tudo o que eu queria era entrar na barraca e chorar, mas isso não aconteceria, não hoje. Em quanto eu pensava, eu montava a barraca, não percebi que Ana me encarava com uma expressão estranha no rosto. Então Peter chegou e perguntou:
  -Você montou a barraca sozinha?- Perguntou ele surpreso.
  -Hum… Sim, algum problema com isso? Perguntei.
  -Não, só achei estranho o fato de uma garota saber montar uma barraca sozinha… -Disse ele sorrindo. Meu deus, como aquele sorriso me deixava louca, era como um entorpecente pra mim.
  -Ah, e que eu fazia muito isso… Sempre acampava com meus pais, logo aprendi a montar barracas.
  -Hum… - Ele pareceu ter percebido meu desconforto com a historia- Então, -Continuou ele- tem uma cachoeira logo ali, e uma ducha se quiser tomar banho…
  -E realmente estou precisando de um desses. - Disse eu olhando para minhas roupas, todas cheias de lama.
  -Ele riu. -Chamei a Ana e fomos ate a cachoeira para tomar banho.
      Chegando lá tiramos algumas roupas e deixamo-las nas pedras ao redor da cachoeira. Der repente ouvimos um barulho e corremos para pegar a toalha e nos tamparmos. Era Henry, estava perdido, e acabou nos encontrando. Como já era noite, cheguei à conclusão de que também estávamos. 
-HENRY! VIRA-SE AGORA!- Disse eu quase desesperada, e muito constrangida
-Desculpa… - disse ele se virando e muito envergonhado
     Vestimos-nos e fomos falar com ele
    -Esta perdido?
    -Estou, e vocês? Sabem o caminho?-Como já era noite, não tinha sequer uma noção de onde estávamos,
    -Não faço idéia, vamos nos sentar, assim pensamos e se dermos sorte alguém nos encontre - Disse eu tentando dar uma de calma, mas acho que não convenci, enfim nos sentamos em umas pedras perto da cachoeira. A noite descia, e Ana começava a se desesperar.
  -Lice, estou com medo, e esta muito frio. - Choramingou ela.
 -Eu sei Ana, fique calma, logo eles sentiram nossa falta e virão nos procurar.
  -O Peter vai achar estranho eu e você termos sumido, logo estará aqui- Disse Henry com um ar despreocupado. Como havia um homem presente, estava mais despreocupada, podendo passar uma imagem de tranqüilidade para a Ana.
- Achei bonito você e o Ben. – Olhei pra baixo.
- Ele é um fofo, muito cuidadoso, ele é muito diferente daqueles jogadores de futebol que só querem mulheres para se aproveitar delas. – Ela sorriu ao falar dele.
- Sim, muito diferente. – Concordei.
- Só pra constatar, você e o Peter estão no mesmo caminho.  Dê uma chance pra ele. – Ela olhou profundamente em meus olhos, quase retirando a resposta deles.
- Gosto muito dele, e quero dar uma chance sim, mas tenho medo, já fui ferida muitas vezes e não quero que isso aconteça outra vez – Falei olhando pra baixo.
- O Peter é diferente. – Ela também olhou pra baixo.
- Como você sabe? 
- Há muito tempo atrás rolou algo entre nós, mas não era pra ser.
Comecei a rir, rir muito, e de repente avisto Boris, correndo entre os arbustos, e escuto meu nome, era a voz de Peter. Comecei a gritar o nome dele também, para informar onde estávamos. Ana se levantou e ficou inquieta, muito inquieta. Logo Ben e Peter apareceram.
- Ben! – Ana foi correndo para seus braços!
- Fiquei preocupado, o que aconteceu? – Perguntou ele abraçando-a
- Confundimos as trilhas.
Peter olhava pra mim esperando alguma coisa, foi impulso, fui abraçá-lo forte, muito forte, ele correspondeu, afundando seu rosto em meu pescoço e disse:
- Não consegui imaginar esse lugar sem você, fiquei preocupado com você, por ser muito atrapalhada, nunca mais faça isso comigo. – Parecia que ele estava chorando, mas não disse nada, apenas confirmei com a cabeça.
Separamos-nos de nosso abraço e olhamos pra Ben e Ana, eles estavam quase engolindo um ao outro, ficamos desconfortáveis. Então chamei Ana.
- Er… Ana vamos, né? – Disse levantando as sobrancelhas e evitando um comentário nada sutil. Ela não disse nada, e caminhamos em direção ao acampamento. 
Chegando lá cada um foi para suas barracas, já íamos dormir. Mas antes fui comer algo, estava com muita fome, Peter parecia um cachorrinho atrás de mim, parecia estar inquieto com algo, então perguntei:
-Esta tudo bem? Você parece inquieto. – Disse enquanto me virava pra ele.
- Meio preocupado ainda, mas acho que é mais cansaço.
- Então vai dormir, eu já vou indo.
- Não, você pode se perder.
Bati nele, e ele me agarrou pela cintura, e olhou nos meus olhos por um tempo, não conseguia desviar de seus olhos, ele foi se aproximando de minha boca vagarosamente, como se me desse à oportunidade de sair, ele variava o olhar de minha boca aos meus olhos e vice-versa.  Decidi-me do que iria fazer e falar, então o beijei. Ele passou uma de suas mãos em minha nuca, enquanto eu brincava com o seu cabelo. Enfim sai de seu “casulo” e disse:
- Estou lhe dando uma chance, aproveita – Para variar, eu corei.
Ele me beijou novamente.
E fomos para barraca, dormir.
Acordei tremendo de frio, ele tinha tomado totalmente a coberta, por sorte eu trouxe outra, sai da barraca (sem calçado) e fui pegar o cobertor na mochila. Voltando à barraca havia um espinho no caminho, e pisei nele, com todo o meu peso, queria gritar, mas iria acordar todo mundo, então fui choramingando e xingando para a barraca. Quando estava chegando, ele estava desesperado, pois não sabia onde tinha me metido. Quando me viu fez uma cara de alivio, então ele reparou que estava mancando, começou a preocupação
- O que aconteceu dona Alice? – Perguntou revirando o olho.
- Da próxima vez me lembre de levar dois cobertores pra barraca, e não ter que vim buscar aqui – Falei meio nervosa.
- Por quê? 
- Você tomou todo o cobertor, ai eu fiquei com frio e vim buscar outro, então pisei em uma porcaria de espinho, e ta doendo muito.
- Dá muito trabalho cuidar de você – Disse ele rindo e se aproximando.
- Cuida porque quer!
- Foi a minha promessa.
Ele colocou meu corpo em seu ombro e foi andando.
- Sabe essa posição não é muito confortável, ta espremendo a minha barriga, e o modo em que estou virada é meio constrangedor.
- Relaxa você se acostuma. - ele começou a rir
- Me põe no chão.
- Não.
- Depois eu que dou trabalho.
- Mais que eu, sim.
Enfim chegamos à barraca e ele me colocou no chão com cuidado. Entramos na barraca e ele pegou a maleta de curativos e cuidou do meu pé, eu observava, ele ficava tão fofo concentrado… E novamente comecei a viajar em suas qualidades e defeitos. Eu tinha dormido quando escutei a voz dele:
- Vai ficar melhor agora – Disse ele – Já tava dormindo?
- É… Acho que cochilei um pouco – Bocejei.
- Então é melhor irmos dormir, amanha vai ser um dia cansativo. – Disse ele beijando a minha testa.
- Me diga um dia que não seja – disse deitando.
Ele riu, e me ajeitou em seus braços, me cobrindo e arrumando meu cabelo de forma que não me incomodasse, e começou a fazer cafuné, sussurrando coisas fofinhas, até que dormimos.
Acordei com todo mundo conversando, abri meus olhos e o vi olhando pra mim com um sorriso no rosto. Sorri de volta e puxei o cobertor até o rosto. Ele o puxou e disse:
- Você dorme que nem um anjo.
- Uhun… Não durmo não.
- Não vou discutir com você, dorme como um anjo e FIM!
- Não!
- Para, anda, levanta.
- A não. – choraminguei
Ele começou a tirar o cobertor de mim, mas agarrei uma ponta, a gente começou com um cabo de guerra, ate que ele puxou todo o cobertor junto comigo.
- Não é justo – Fiz uma cara carrancuda
- Lei do mais forte. – Riu ele.
Deitei-me no colo dele, e ele começou a me acariciar. Fechei os olhos.
- Anda, levanta.
- Ta…
- ALICE! – gritou Ana.
- Que?
- Posso entrar?
- Pode…
Ela abriu o zíper da barraca e entrou.
- Bom dia Peter. – Ana o cumprimentou.
- Bom dia.
- E ai? Lice deu muito trabalho ontem à noite? – Brincou Ana.
- Muito – Riu ele, dei um tapa na cabeça dele.
- Bom pelo menos um pouco você deu né? Porque se não teria um pé enfaixado. – Ela encarou o meu pé.
- É…  Foi um espinho.
- Ah!
- Tem muita gente lá fora? Cadê o Ben? – perguntei.
-Não muito, alguns entraram na mata, outros estão na cachoeira, e tem uns de bobeira por ai. Ben ta jogando com uns meninos. – Disse ela toda orgulhosa.
- Você viu Henry? – Pergunta Peter
-Acho que ele saiu pra fazer trilha com uma galera. – respondeu ela.
- Ta, já ta na hora de levantar…
- Ta não! – Retruquei.
- Lice, sabe que horas são? – Perguntou Ana
- Não…
- Quase 12h00min, você dormiu demais. – Riu ela.
-Também pudera. Ta eu levanto, mas vocês dois terão que sair pra eu tirar o pijama.
Peter olhou pra baixou, corou e riu.
- Mereço, anda, vamos sair daqui. – Disse Ana puxando ele pra fora da barraca.
- Espera, já vou – Disse ele – Desculpa, é meio inevitável – me beijou e beliscou a minha bochecha corada.
Peguei um short e coloquei uma blusa… A minha preferida, e coloquei um calçado aberto por causa do meu pé. Ana pulou do meu lado me assustando e me levando ate a comida. Estava sem fome, comi muito pouco, e senti um olhar pelas minhas costas, Peter tava me olhando comer, e quando viu que eu o encarava sorriu, caminhou até a mim e me abraçou.
- Você comeu pouco.
- Você que é protetor demais.
O pessoal da trilha tinha chegado e vi Peter procurando por Henry, ele foi perguntar por ele:
- Onde esta Henry?
- Ele estava atrás de nos. Espere um pouco, deve estar por perto, pode ter se atrasado um pouco – Falou um moço.
- Ta, obrigado.
Ele se juntou a mim, ficando atrás de mim me abraçando pela cintura, apoiando seu queixo em minha cabeça por um instante, e descer a boca ate a minha orelha e dizer:
- Te amo pequena. – Disse ele dando uma risada e beijando meu pescoço. Virei-me e fiquei de frente pra ele.
- Te amo! - E me beijou, seguindo de um abraço. Ele era tão certo pra mim, e tinha a impressão de ser tão errada pra ele.
Henry apareceu, estava explorando a mata, vendo os pássaros e as árvores. Já estava na hora do almoço, fomos comer as meninas já tinha feito o almoço.  Estava uma delícia e Peter me chamou pra ir à cachoeira. Peguei o Boris e fomos.
Chegando lá, a água estava linda, a cachoeira era perfeita, mas não queria entrar na água, ficaria com frio. Sentei com Boris numa rocha na beira da água, enquanto Peter exibia o seu lindo corpo. O ar começou a faltar, então para disfarçar comecei a brincar com Boris, aquele cachorro era extremamente inteligente, ele sabia que eu estava querendo disfarçar e começou a me lamber, e então ele começou a latir, o que chamou a atenção de Peter, ele nadou até a beirada e perguntou:
- O que aconteceu?  - Com uma cara preocupada.
- Nada, só estou brincando com ele. – Falei passando a mão em seu pêlo. 
- Ah sim, pensei que você estivesse encrencada. – Zombou ele. 
- Não, não estou. – Disse fazendo careta.
- Por que não entra? – Perguntou ele, enquanto batia a mão na água. 
- Estou bem aqui.
- A água está uma delícia, quentinha.
- Irei ficar aqui com o Boris.
- O que acontece se eu te derrubar aqui? – Perguntou ele com uma cara de quem iria fazer “arte”.
- Você não vai fazer isso.
_ Vou sim. – Ele saiu correndo atrás de mim, e como eu sou muito atrapalhada pisei num galho e cai.  Ele chegou todo preocupado, e eu resmunguei:
- Viu? Culpa sua. 
- Não é não, você que é uma ninja. 
- Ta eu sou. Agora me ajude a levantar. – falei estendendo a mão. 
Ele me puxou e já me pegou em seu ombro em direção a água e eu relutei, batia em suas costas e dizia:
- Não, não você não pode fazer isso. Nããão. – choraminguei.
- Já estou fazendo. – disse ele me jogando na água. 
A água estava realmente quente, numa temperatura ótima, e então tirei a cabeça para fora, e ele não estava lá, quando, senti algo me puxando para baixo, não pensei em nada, e comecei a me afogar, a coisa me soltou e então subi ofegante, e quando olho para o lado era ele. Ele que me puxou, eu poderia ter me afogado seriamente, mas ele me soltou. Fui brigar com ele:
- Não tinha o direito. – fiz biquinho – Eu poderia ter me desesperado. 
- Eu sabia que você não se desesperaria, é uma menina inteligente. – ele riu.
Escuto o meu nome e é Henry chamando nós para partirmos. Então saímos de água.  Arrumamos nossas coisas e fomos novamente para a trilha, não foi tão mau quanto na ida, ainda estava com a manha e chegamos rapidamente, a estrada foi tranqüila, não estava chovendo, então eu estava mais divertida, mas estava muito cansada e então deitei nos braços de Peter e adormeci. 


Posted on December/1/2011
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Capítulo III  

Capítulo III -> Macarrão 
 
Trim-Trim, Trim-Trim
      -Alo- Disse Henry atendendo ao telefone- Sim vou chamá-la, ALICE!
      Desci as escadas correndo ao escutar meu nome.
      -Sim?- Falei ofegante.
      -E a Ana. - Disse Henry me entregando o telefone.
   -Oi, o que aconteceu?- Perguntei preocupada, pois Ana viria para nossa casa esta noite.
   -E, meus pais vão passar o final de semana na Califórnia, e queria saber se eu posso dormir ai…
   -Vou perguntar ao Peter, espera um pouco.
   Fui ao quarto dele, ele estava tocando violão, bati na porta e ele abriu; estava sem camisa, demorei a lembrar o que iria perguntar, mas me esforcei, um pouco.
    -Er… Peter a Ana pode dormir aqui esta noite? Os pais dela irão para a Califórnia…
    -Claro que pode pequena, quantos dias ela quiser. E não precisa ficar pedindo não, a casa e sua.
Ah sim, obrigada. - Fechei a porta e voltei ao telefone
-Voltei!
-Nossa como você demorou!
-Estava falando com o Peter ué.
-A ta, entendi a demora. Mas e então, a casa ta liberada?
-Esta sim, pode vir quando quiser, irei fazer a janta, beijos
-Beijo quer que eu leve algo?
-Não precisa, tchau.
  Tinha que ir ao quarto de Peter de novo, tinha que conversar sobre o que iríamos cozinhar para o jantar. Respirei fundo e fui em frente, bati na porta mais tímida que na outra vez.
  -Desculpa incomodar de novo, mas queria saber o que vamos fazer para o jantar…
-Ue, o que você quiser, temos frango, camarão, salmão, carne de carneiro, tudo o que imaginar.- Disse ele pensativo
-Estava pensando em fazer uma macarronada… Você gosta?
-Adoro, principalmente de frango
-okey, esta decidido, vou fazer uma macarronada de frango!
-Espera vou te ajudar. - Disse ele levantando e pegando uma blusa do Giants, um time de baseball, e eu olhando com uma cara de idiota. Quando ele se virou, estava de boca aberta e viajando. 
-Vamos?- Disse ele me tirando do transe
-A sim, claro!
  Descemos as escadas, e Boris nos seguiu passando entre as minhas pernas, quase cai das escadas, por sorte Peter me segurou. Chegando a cozinha pegamos os ingredientes, logo percebemos que não tinha macarrão, então Peter mandou Henry ir comprar. Em quanto Henry ia ao supermercado, começamos a fazer o molho, quando de repente um pouco de molho caiu na blusa de Peter,
  -A não minha blusa dos Giants!- Disse ele ao perceber sua proeza.
  -Haha, bem feito. - Disse eu rindo
-Toma!- Disse ele passando um pouco de molho no meu nariz. Ai sim virou guerra, mas inesperadamente, ele limpou meu nariz com um beijo, e foi descendo, descendo, ate onde os seus lábios tocaram os meus. Logo senti de novo aquela necessidade de tê-lo novamente, para sempre. De repente escutamos a voz de Henry
-Er, esta aqui o macarrão. - Disse ele fazendo barulho ao colocá-lo na mesa. Envergonhada, me afastei de Peter voltando a cozinhar o molho, por um instante pensei sentir um cheiro de queimado, mas não era nada. Peter colocou o macarrão no fogo e Henry subiu as escadas, logo Peter começou
-Lice, eu não quero uma coisa passageira com você, você me enfeitiçou e eu te quero pra sempre agora, esse seu jeito de ser tímida, e sempre de alto astral, sempre sorrindo mesmo com muitos problemas acontecendo. Sei que nos não nos conhecemos o suficiente, mas eu já te amo, e não quero te perder, nem te magoar, e espero que esse sentimento seja recíproco, então, o que você quer comigo e serio?- Eu não sabia o que dizer, estava realmente sem palavras, por sorte fui salva pelo gongo, a campainha tocou e fui correndo ver quem era a Ana.
-Oi!- Gritei eu animada
-Lice, o que aconteceu? Você esta vermelha, muito vermelha
Depois do jantar eu te conto, só não tenho certeza se será logo depois. - Dei graças a deus pela interrupção na minha conversa com Peter. Eu quero algo serio com ele, mas não sei se o clima aqui ficara bom se começarmos a namorar, acho que ainda e muito cedo. -Bom você saberá de toda forma. -Falei pegando as coisas da Ana
-Ta bom. -Disse ela indo em direção a cozinha, guiada pelo cheiro da comida. -Não acredito! O Peter cozinhando? Será que vai prestar?- Disse ela com um tom sarcástico. Quando ela disse aquilo, fiquei com ciúmes, ela nunca teve toda essa intimidade com ele, realmente não gostei daquilo 
-Venha para o quarto, vamos guardas suas coisas. -Disse eu em tom quase autoritário
-Claro. - Disse Ana
    Guardamos as coisas rápido e descemos para o jantar, no caminho para a cozinha, chamei Henry, que estava em seu quarto, para ir conosco, ele desceu as escadas junto conosco. A mesa estava linda, Peter havia posto Velas e pétalas de rosas sobre a mesa, não tenho idéia de onde ele arranjou aquelas pétalas de rosas no inverno, mas mesmo assim, era tão romântico! Será que realmente Peter e tudo isso que se mostra ser? Esse rapaz carinhoso e sempre aconchegante, que esta conosco nas piores horas e nos estende a mão sempre sorrindo, sempre simpático e sempre ajudando os outros? Ana interrompeu meus devaneios.
  -Bom vamos comer então ne?
  -É. - Disse Henry já se servindo.
     A comida estava ótima, fazia tempo que não me sentia tão bem, era como uma nova família, mas o jantar acabou, lavamos as louças e o silencio tomou conta da casa, nessa hora, eu sabia que Peter me chamaria para terminarmos a nossa estimada conversa.
  -Lice, será que poderíamos conversar ali na varanda?- Disse Peter me chamando como havia pensado.
  -Claro, vamos?-Enquanto estávamos indo, escutei risinhos de Ana e Henry, mas nem liguei. A noite estava linda, havia muitas estrelas no céu e era lua cheia. Peter pegou minha mão e a mediu com a dele rindo com a diferença de tamanho entre nossas mãos, soltei a mão dele e disse: 
  -Não tem graça
  -Ela e linda.
  -Não, não linda como as suas
  -Lice você já está pronta para responder a minha pergunta?
  -Sim, estou. -Mentira eu não estava. -Peter, a gente se conhece há tão pouco tempo, mas eu tenho certeza sobre meus sentimentos, não sei como aconteceu, mas eu estou realmente apaixonada por você, não só apaixonada, meu sentimento envolve algo forte e intenso, quando você chega perto de mim, eu me sinto como se fosse um anjo que me tocasse, e como se caíssem faíscas do ceu. Eu quero você, mas acho que não estou preparada para um relacionamento serio.
   Peter me olhou com uma expressão indignada, como seu eu lhe devesse algo a mais. Despedi-me apenas dizendo:
  -Boa noite, dorme com Deus. - Lhe dei um beijo no rosto, e abri a porta de casa, entrando para casa.
   Chegando lá, Henry e Ana estavam conversando sobre o acampamento, me senti inútil, depois de tudo o que eu disse ao Peter, eu o queria mais que tudo, mas não estava preparada e ele tem que se conformar
  -Ana, vamos para o quarto? Tenho algumas duvidas sobre amanha.
  -Claro. - Disse ela pegando em minha mão e me puxando pelas escadas. Chegando lá eu me deitei na minha cama toda bagunçada, e comecei a falar:
  -O que você quer saber primeiro? Sobre a Califórnia ou o fato de eu estar parecendo um pimentão mexicano?
  -Sobre a Califórnia. - Disse ela animada. Comecei a narrar toda a historia, do começo ao fim, não poupei os mínimos detalhes, e claro isso incluía choro. Ela realmente me entendeu, me abraçou e disse com uma voz terna-Nunca vou te abandonar. 
- Mas já ouvi isso varias vezes.
    Depois ela me perguntou sobre a historia de hoje. Contei tudo a ela dessa historia também, novamente, nos mínimos detalhes. Ela ficou muito surpresa com o fato de que eu não me entreguei a Peter. Espantada ela disse:
   -Lice, você esta tão preocupada com o depois, que não sabe nem o que vai acontecer amanha, depois de tudo o que você disse a ele, ha chances de ele desistir de você, ou qualquer outra coisa pior, você não acha? Deveria ter pensado nisso; mas deixe isso para depois, amanha será um longo dia vá descansar. -Disse ela se deitando. Fiquei muito pensativa com a opinião dela, não queria assumir algo para mim mesma, era um defeito muito grave que me afetava. Mao disse nada sobre o que ela disse depois disso, apenas arrumei minha cama, e fomos dormir, pois, como ela disse, amanha será um longo dia.


Posted on December/1/2011
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Capítulo II  

Capítulo II -> Descoberta

      O assunto da semana no colégio era a trilha que os alunos do ensino médio iriam fazer no sábado. A trilha era em um vulcão chamado Mount Rainier a sudeste da cidade. Era obrigatório ter um parceiro de trilha, mas Ana iria com o Ben, como eu não queria ficar sozinha, pensei em ficar em casa com a Jenna e ajudar no que fosse preciso.

   Levantei-me da cama, o dia estava ensolarado, arrumei meu cabelo e desci para tomar café.

  -Bom dia!-Falei animada.

  -Bom dia Alice! Sente-se conosco!

  -Claro a propósito Jenna o que você vai fazer no sábado?-Falei sentando-me a mesa.

  -Eu vou ao Alasca, comprei a passagem há algum tempo. Por que a pergunta querida?

  -Ah, e por que vai ter um acampamento com os alunos do ensino médio, e eu não queria ficar sozinha por lá, logo decidi ficar em casa…

     Neste momento Peter me interrompeu

  -Como assim ficar em casa? Será o melhor dos melhores acampamentos! Você vai comigo, assim não ficara sozinha lá.

  -Ah… Tudo bem, mas acho que vou atrapalhar. -Disse eu meio envergonhada.

  -Claro que não, será um prazer te fazer companhia!

  Olhei para o Henry, ele estava fazendo uma careta e virou a cara, me senti envergonhada e logo fiquei vermelha. Graças ao relógio, Jenna levantou e chamou todos para o carro para irmos para a escola, o caminho foi longo, a atmosfera no carro era mais silenciosa que o fundo do mar. Chegando ao colégio, Peter disse-me:

       -Olha, não ligue para as criancices de Henry, ele e um completo idiota; mas isso não importa pra nos certo?

       -Okey, a que horas o ônibus parte?- Perguntei para quebrar o clima e mudar de assunto.

      -As 08h00min AM, esteja preparada.

   Fui para a sala de aula, estava atrasada; chegando lá logo percebi que Ana havia guardado um lugar para mim.

      -E ai? Arranjou um parceiro para a trilha?- Perguntou ela sussurrando para o professor não notar.

      -Sim, o Peter, ele me chamou quando falei que iria ficar em casa.

Hmm, esta rolando um clima entre você…

      -Pshh. - Disse o professor chamando nossa atenção, logo ficamos quietas

  As aulas passaram rápido, e o intervalo logo chegou, não haveria aula apos o intervalo por causa da trilha, estávamos todos ansiosos e animados. Nosso grupo sentou-se em uma mesa, estávamos eu, Peter, Ana, Ben, Valerie e Henry. O assunto era a trilha, ou acampamento, não sabia ao certo a definição. Nos mulheres estávamos preocupados com as roupas que levaríamos, não tínhamos idéia do que levar, já os homens estavam preocupado com o fato de que a quantidade de cerveja poderia não ser o suficiente. Quando um silencio sinistro surgiu, Ana fez um comentário relacionado a trilha e me perguntou,

      -Por que você se mudou para cá Lice?-Disse ela partilhando a curiosidade com Ben e Valerie.- A Califórnia e um ótimo lugar, muito diferente daqui…

       Nesse momento um sentimento horrível encheu minha cabeça, não agüentei, comecei a chorar e sai correndo pelo pátio. Peter veio atrás de mim. Quando cheguei ao estacionamento ele me alcançou e me puxou pelo braço dizendo:

      -Esta tudo bem, eu estou aqui. - Sussurrou ele me abraçando. - Shh, esta tudo bem. - No desespero desabafei um pouco com ele.

      -Todos na minha vida me deixam meus pais, minha avo, titia, TODOS!- Falei chorando mais ainda.

      -Eu prometo estar sempre com você minha pequena, nunca irei te deixar- Disse ele me olhando nos olhos, aqueles olhos cor de mel que pareciam poder ver a minha alma. Naquele momento meu coração bateu mais forte, meu sangue ficou quente e senti algo me dizendo que queria sempre estar naqueles braços fortes, que me acolhiam de forma aconchegante. De repente Ana chegou quebrando o clima.

      -Alice! Desculpa-me não te queria magoar, só queria saber o que aconteceu. -Disse ela sentindo-se culpada.

      -Tudo bem, e uma coisa recente, te contarei tudo mais tarde. - Respondi com a voz áspera e rouca.

      -Vai pra casa com ela, assim ela tem um pouco mais de companhia feminina para conversar. - Disse Peter

Claro, a que horas?- Disse Ana animada com a idéia.

      -À noite, assim você janta conosco. - Disse eu sabendo que o que eu estava fazendo não iria sair como planejado, minhas lagrimas piorariam…

Tudo bem estarei lá as 20h00min. - A confirmou. Peter puxou-, e em direção ao carro, e gritou Henry que não estava muito longe

      - HENRY! Venha, vamos para casa!

      -Vou mais tarde!- Respondeu Henry.

    Logo, fomos à direção ao carro abraçados, como se fossemos velhos conhecidos. Ele estava realmente mexendo com meu coração, alem de lindo era muito carinhoso, bem que podíamos “ficar“ na trilha, seria ótimo. Porem não sei o que aconteceria depois na casa da Jenna. Será que poderíamos namorar? Ou será que ele já tem uma pretendente nesse colégio, estou muito confusa, só sei que o quero. Acordei dos meus devaneios com uma garota gritando:

      -PETER! Será que poderíamos conversar a sós?- Disse ela, olhando para mim com uma cara de nojo.

  -Agora não, estou com pressa. - Falou ele virando as costas.

  -Espera, e importante!

  -Então diga aqui, não tenho nada a esconder da Lice…

  -E que eu queria saber, se você quer ir comigo para a trilha, mamãe liberou o carro, assim não precisaríamos ir de ônibus.

  -Desculpa, mas já vou com a Alice, tenho que ir, tchau. - Virou as costas de novo e foi embora.

    Fiquei pensando, quem seria aquela garota? O que ela queria com ele? Queria perguntá-lo, mas, mas o medo era grande, porem pensei um pouco e tomei coragem:

  -Quem e ela? Sua pretendente?- Perguntei olhando para o chão meio envergonhada.

  -Não, ela e louca por mim, mas não me interesso por ninguém daqui.

  -Merda. - Sussurrei baixo o suficiente para ela não ouvir.

  -E você? Alguém especial que você gostou aqui?

  -Bem, tem uma pessoa aqui, mas acho que não tenho muitas chances.

  -Merda. - Disse ele num tom baixo, porem eu o escutei.

  -Por que merda?

  -Ah? Eu não disse nada. - Mentiu ele.

  -Para, eu escutei, qual e o problema?

  -Lice, desde que você chegou aqui, eu ando desligado das coisas, só sei pensar em você, E agora você esta interessada em outra pessoa, não sei o que dizer, nem o que fazer…

  -Seu bobo, estou interessada em você.

  Assim que eu me calei, ele me puxou pela cintura com seus braços fortes e disse com uma voz grossa e terna:

  -Quero você só pra mim. - E me beijou. O gosto do eu beijo, era doce como mel, macio como as rosas e quente como uma lareira num dia de inverno; senti-me no paraíso.


Posted on December/1/2011
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Capítulo I  

Capítulo I -> Adaptação

      A pequena cidade de Minnehaha não tinha muitas opções de colégio, então titia levou-me para morar em Seattle, onde morava uma boa e velha amiga dela. Numa casa grande, ela Jenna e os seus filhos, Henry e Peter, e um husky siberiano chamado Boris. Ela me matriculou na mesma escola que seus filhos.

        Arrumei minhas coisas e fui me deitar, deixei meu pensamento vagar ate onde não queria; mas era inevitável, lembranças dos meus pais vieram à tona, nossos momentos juntos, não consegui evitar e comei a chorar, de repente escutei um barulho na porta. Eram Peter e Boris, tentei disfarçar e enxugar minhas lagrimas, mas sem muito sucesso, ele percebeu minha tristeza. Talvez ele entendesse o motivo, talvez sua ame tivesse contado a ele.

   -Vim lhe desejar boa noite, mas acabo de perceber que você não esta bem.

      -Ainda e muito recente, sinto falta deles. - Desabei a chorar novamente, ele me confortou deitando-se ao meu lado e me acolhendo com seu braço forte e quente, Boris ajudava-o com suas lambidas ásperas, não sei ao certo quando tempo ele ficou ao meu lado, mas acho que adormeci em seus braços.

       Acordei meio desorientada, meu corpo doía, estava muito cansada. Porem tinha que ir para a escola. Tomei café e peguei uma carona com Peter para o colégio. Comecei o dia com o pé esquerdo, cheguei ao colégio e logo na fachada tropecei e cai de joelhos junto com os materiais, por sorte uma garota loira dos olhos azuis e um pouco pequena, me ajudou a levantar e pegar minhas coisas.

 -Er… Sou muito desastrada mesmo. -Falei corando.

 -Normal… Prazer, meu nome é Ana- Disse ela com um sorriso tímido no rosto.

 -Prazer, Alice. -Disse eu me ajeitando

 -Você e nova aqui?-Perguntou ela.

 -Sim, sou da Califórnia. Você sabe me informar onde e o corredor oito?- O colégio era tão grande que mal sabia onde as ficavam as salas.

 -Sim, e logo ali. Qual e a sua primeira aula?

 -Biologia.

 -Ótimo, a minha também, você será a minha parceira de classe - Falou eufórica quase dando pulinhos.

 -Legal, assim não ficarei sozinha no meu primeiro dia de aula. -Me juntei a ela e fomos para a sala de aula.

  Chegando a sala, as pessoas me olhavam com olhares surpresos, e perguntando-se o que eu fazia ali, era março… Nosso lugar era no meio da sala, em quanto caminhávamos Ana me contava sobre os alunos…

 -Aquele e o Ben, meu namorado, ele joga no time de futebol do colégio… Ah! E aquela e Valerie, uma grande amiga e ótima fotografa; aquele e Sam, o nerd da turma… - Assim ela me apresentou todos da turma.

   Quando a aula acabou fomos para a aula de historia, Peter estava lá; nunca havia percebido o quanto ele e lindo!

  -Bom dia!-Disse ele quando passamos a sua frente

  -Bom dia!-Disse Ana

  -Er… Bom dia. -Disse eu corando

  -Pelo visto Alice, você já encontrou alguém para lhe apresentar o colégio. -Disse Peter um pouco tímido.

  -Tenho que ir embora, tenho uma consulta no medico!-Disse Ana ao sair correndo pelo corredor.

  Eu e Peter andamos ate a sala

  -Sente-se comigo - Disse ele puxando a carteira ao seu lado

  -Claro, já que Ana foi embora, vai ser você quem vai me apresentar o colégio?

  -Será um prazer.

  Assim que o professor entrou na sala, encerramos nossa amigável conversa


Posted on December/1/2011
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P R Ó L O G O
Era uma pequena cidade com apenas 7.689 habitantes. As casas eram de cores vibrantes, me lembrou de onde eu vim, Califórnia, onde tudo começou. Me lembro como se fosse ontem, porem havia se passado uma semana. Tínhamos  ido visitar a vovó (eu, papai e mamãe), estava chovendo muito e havia uma neblina muito espessa, papai estava a mais ou menos 80 km/ h quando surgiu um caminhão do meio da neblina com o farol apagado. Batemos de frente com ele. Após o acidente só havia uma sobrevivente, eu, papai e mamãe morreram na hora do impacto. Desde então vim morar com minha tia, ela e a única que restou na minha pequena família

P R Ó L O G O

Era uma pequena cidade com apenas 7.689 habitantes. As casas eram de cores vibrantes, me lembrou de onde eu vim, Califórnia, onde tudo começou. Me lembro como se fosse ontem, porem havia se passado uma semana. Tínhamos  ido visitar a vovó (eu, papai e mamãe), estava chovendo muito e havia uma neblina muito espessa, papai estava a mais ou menos 80 km/ h quando surgiu um caminhão do meio da neblina com o farol apagado. Batemos de frente com ele. Após o acidente só havia uma sobrevivente, eu, papai e mamãe morreram na hora do impacto. Desde então vim morar com minha tia, ela e a única que restou na minha pequena família


Posted on December/1/2011
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Cap 2 foi postado, se gostarem avisem na ask! 



E eu sonho acordada com você ao meu lado.

E eu sonho acordada com você ao meu lado.

(Source: inside-pg)


Posted on November/6/2011 with 1 note
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 E eu já não sou mas a mesma.
(sociedade-das-abelhas)

 E eu já não sou mas a mesma.

(sociedade-das-abelhas)

(Source: inside-pg)


Posted on November/6/2011 with 2 notes
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