Somos duas garotas loucas (Ana Luíza e Maria Tereza) que criamos o tumblr para fazer textos, divulgar fotos, dar conselhos, te tirar do tédio. Somos bastantes extrovertidas, simples e encantadas. Buscamos expressar nossos sentimentos assim como todos os outros. Espero que gostem :)
Capítulo II -> Descoberta
O assunto da semana no colégio era a trilha que os alunos do ensino médio iriam fazer no sábado. A trilha era em um vulcão chamado Mount Rainier a sudeste da cidade. Era obrigatório ter um parceiro de trilha, mas Ana iria com o Ben, como eu não queria ficar sozinha, pensei em ficar em casa com a Jenna e ajudar no que fosse preciso.
Levantei-me da cama, o dia estava ensolarado, arrumei meu cabelo e desci para tomar café.
-Bom dia!-Falei animada.
-Bom dia Alice! Sente-se conosco!
-Claro a propósito Jenna o que você vai fazer no sábado?-Falei sentando-me a mesa.
-Eu vou ao Alasca, comprei a passagem há algum tempo. Por que a pergunta querida?
-Ah, e por que vai ter um acampamento com os alunos do ensino médio, e eu não queria ficar sozinha por lá, logo decidi ficar em casa…
Neste momento Peter me interrompeu
-Como assim ficar em casa? Será o melhor dos melhores acampamentos! Você vai comigo, assim não ficara sozinha lá.
-Ah… Tudo bem, mas acho que vou atrapalhar. -Disse eu meio envergonhada.
-Claro que não, será um prazer te fazer companhia!
Olhei para o Henry, ele estava fazendo uma careta e virou a cara, me senti envergonhada e logo fiquei vermelha. Graças ao relógio, Jenna levantou e chamou todos para o carro para irmos para a escola, o caminho foi longo, a atmosfera no carro era mais silenciosa que o fundo do mar. Chegando ao colégio, Peter disse-me:
-Olha, não ligue para as criancices de Henry, ele e um completo idiota; mas isso não importa pra nos certo?
-Okey, a que horas o ônibus parte?- Perguntei para quebrar o clima e mudar de assunto.
-As 08h00min AM, esteja preparada.
Fui para a sala de aula, estava atrasada; chegando lá logo percebi que Ana havia guardado um lugar para mim.
-E ai? Arranjou um parceiro para a trilha?- Perguntou ela sussurrando para o professor não notar.
-Sim, o Peter, ele me chamou quando falei que iria ficar em casa.
Hmm, esta rolando um clima entre você…
-Pshh. - Disse o professor chamando nossa atenção, logo ficamos quietas
As aulas passaram rápido, e o intervalo logo chegou, não haveria aula apos o intervalo por causa da trilha, estávamos todos ansiosos e animados. Nosso grupo sentou-se em uma mesa, estávamos eu, Peter, Ana, Ben, Valerie e Henry. O assunto era a trilha, ou acampamento, não sabia ao certo a definição. Nos mulheres estávamos preocupados com as roupas que levaríamos, não tínhamos idéia do que levar, já os homens estavam preocupado com o fato de que a quantidade de cerveja poderia não ser o suficiente. Quando um silencio sinistro surgiu, Ana fez um comentário relacionado a trilha e me perguntou,
-Por que você se mudou para cá Lice?-Disse ela partilhando a curiosidade com Ben e Valerie.- A Califórnia e um ótimo lugar, muito diferente daqui…
Nesse momento um sentimento horrível encheu minha cabeça, não agüentei, comecei a chorar e sai correndo pelo pátio. Peter veio atrás de mim. Quando cheguei ao estacionamento ele me alcançou e me puxou pelo braço dizendo:
-Esta tudo bem, eu estou aqui. - Sussurrou ele me abraçando. - Shh, esta tudo bem. - No desespero desabafei um pouco com ele.
-Todos na minha vida me deixam meus pais, minha avo, titia, TODOS!- Falei chorando mais ainda.
-Eu prometo estar sempre com você minha pequena, nunca irei te deixar- Disse ele me olhando nos olhos, aqueles olhos cor de mel que pareciam poder ver a minha alma. Naquele momento meu coração bateu mais forte, meu sangue ficou quente e senti algo me dizendo que queria sempre estar naqueles braços fortes, que me acolhiam de forma aconchegante. De repente Ana chegou quebrando o clima.
-Alice! Desculpa-me não te queria magoar, só queria saber o que aconteceu. -Disse ela sentindo-se culpada.
-Tudo bem, e uma coisa recente, te contarei tudo mais tarde. - Respondi com a voz áspera e rouca.
-Vai pra casa com ela, assim ela tem um pouco mais de companhia feminina para conversar. - Disse Peter
Claro, a que horas?- Disse Ana animada com a idéia.
-À noite, assim você janta conosco. - Disse eu sabendo que o que eu estava fazendo não iria sair como planejado, minhas lagrimas piorariam…
Tudo bem estarei lá as 20h00min. - A confirmou. Peter puxou-, e em direção ao carro, e gritou Henry que não estava muito longe
- HENRY! Venha, vamos para casa!
-Vou mais tarde!- Respondeu Henry.
Logo, fomos à direção ao carro abraçados, como se fossemos velhos conhecidos. Ele estava realmente mexendo com meu coração, alem de lindo era muito carinhoso, bem que podíamos “ficar“ na trilha, seria ótimo. Porem não sei o que aconteceria depois na casa da Jenna. Será que poderíamos namorar? Ou será que ele já tem uma pretendente nesse colégio, estou muito confusa, só sei que o quero. Acordei dos meus devaneios com uma garota gritando:
-PETER! Será que poderíamos conversar a sós?- Disse ela, olhando para mim com uma cara de nojo.
-Agora não, estou com pressa. - Falou ele virando as costas.
-Espera, e importante!
-Então diga aqui, não tenho nada a esconder da Lice…
-E que eu queria saber, se você quer ir comigo para a trilha, mamãe liberou o carro, assim não precisaríamos ir de ônibus.
-Desculpa, mas já vou com a Alice, tenho que ir, tchau. - Virou as costas de novo e foi embora.
Fiquei pensando, quem seria aquela garota? O que ela queria com ele? Queria perguntá-lo, mas, mas o medo era grande, porem pensei um pouco e tomei coragem:
-Quem e ela? Sua pretendente?- Perguntei olhando para o chão meio envergonhada.
-Não, ela e louca por mim, mas não me interesso por ninguém daqui.
-Merda. - Sussurrei baixo o suficiente para ela não ouvir.
-E você? Alguém especial que você gostou aqui?
-Bem, tem uma pessoa aqui, mas acho que não tenho muitas chances.
-Merda. - Disse ele num tom baixo, porem eu o escutei.
-Por que merda?
-Ah? Eu não disse nada. - Mentiu ele.
-Para, eu escutei, qual e o problema?
-Lice, desde que você chegou aqui, eu ando desligado das coisas, só sei pensar em você, E agora você esta interessada em outra pessoa, não sei o que dizer, nem o que fazer…
-Seu bobo, estou interessada em você.
Assim que eu me calei, ele me puxou pela cintura com seus braços fortes e disse com uma voz grossa e terna:
-Quero você só pra mim. - E me beijou. O gosto do eu beijo, era doce como mel, macio como as rosas e quente como uma lareira num dia de inverno; senti-me no paraíso.
Capítulo I -> Adaptação
A pequena cidade de Minnehaha não tinha muitas opções de colégio, então titia levou-me para morar em Seattle, onde morava uma boa e velha amiga dela. Numa casa grande, ela Jenna e os seus filhos, Henry e Peter, e um husky siberiano chamado Boris. Ela me matriculou na mesma escola que seus filhos.
Arrumei minhas coisas e fui me deitar, deixei meu pensamento vagar ate onde não queria; mas era inevitável, lembranças dos meus pais vieram à tona, nossos momentos juntos, não consegui evitar e comei a chorar, de repente escutei um barulho na porta. Eram Peter e Boris, tentei disfarçar e enxugar minhas lagrimas, mas sem muito sucesso, ele percebeu minha tristeza. Talvez ele entendesse o motivo, talvez sua ame tivesse contado a ele.
-Vim lhe desejar boa noite, mas acabo de perceber que você não esta bem.
-Ainda e muito recente, sinto falta deles. - Desabei a chorar novamente, ele me confortou deitando-se ao meu lado e me acolhendo com seu braço forte e quente, Boris ajudava-o com suas lambidas ásperas, não sei ao certo quando tempo ele ficou ao meu lado, mas acho que adormeci em seus braços.
Acordei meio desorientada, meu corpo doía, estava muito cansada. Porem tinha que ir para a escola. Tomei café e peguei uma carona com Peter para o colégio. Comecei o dia com o pé esquerdo, cheguei ao colégio e logo na fachada tropecei e cai de joelhos junto com os materiais, por sorte uma garota loira dos olhos azuis e um pouco pequena, me ajudou a levantar e pegar minhas coisas.
-Er… Sou muito desastrada mesmo. -Falei corando.
-Normal… Prazer, meu nome é Ana- Disse ela com um sorriso tímido no rosto.
-Prazer, Alice. -Disse eu me ajeitando
-Você e nova aqui?-Perguntou ela.
-Sim, sou da Califórnia. Você sabe me informar onde e o corredor oito?- O colégio era tão grande que mal sabia onde as ficavam as salas.
-Sim, e logo ali. Qual e a sua primeira aula?
-Biologia.
-Ótimo, a minha também, você será a minha parceira de classe - Falou eufórica quase dando pulinhos.
-Legal, assim não ficarei sozinha no meu primeiro dia de aula. -Me juntei a ela e fomos para a sala de aula.
Chegando a sala, as pessoas me olhavam com olhares surpresos, e perguntando-se o que eu fazia ali, era março… Nosso lugar era no meio da sala, em quanto caminhávamos Ana me contava sobre os alunos…
-Aquele e o Ben, meu namorado, ele joga no time de futebol do colégio… Ah! E aquela e Valerie, uma grande amiga e ótima fotografa; aquele e Sam, o nerd da turma… - Assim ela me apresentou todos da turma.
Quando a aula acabou fomos para a aula de historia, Peter estava lá; nunca havia percebido o quanto ele e lindo!
-Bom dia!-Disse ele quando passamos a sua frente
-Bom dia!-Disse Ana
-Er… Bom dia. -Disse eu corando
-Pelo visto Alice, você já encontrou alguém para lhe apresentar o colégio. -Disse Peter um pouco tímido.
-Tenho que ir embora, tenho uma consulta no medico!-Disse Ana ao sair correndo pelo corredor.
Eu e Peter andamos ate a sala
-Sente-se comigo - Disse ele puxando a carteira ao seu lado
-Claro, já que Ana foi embora, vai ser você quem vai me apresentar o colégio?
-Será um prazer.
Assim que o professor entrou na sala, encerramos nossa amigável conversa

P R Ó L O G O
Era uma pequena cidade com apenas 7.689 habitantes. As casas eram de cores vibrantes, me lembrou de onde eu vim, Califórnia, onde tudo começou. Me lembro como se fosse ontem, porem havia se passado uma semana. Tínhamos ido visitar a vovó (eu, papai e mamãe), estava chovendo muito e havia uma neblina muito espessa, papai estava a mais ou menos 80 km/ h quando surgiu um caminhão do meio da neblina com o farol apagado. Batemos de frente com ele. Após o acidente só havia uma sobrevivente, eu, papai e mamãe morreram na hora do impacto. Desde então vim morar com minha tia, ela e a única que restou na minha pequena família